sexta-feira, 15 de julho de 2016

sagaranagens


nesse espelho d´água
levo minhas mágoas
por uma ponte para o nada


o destino do acaso é o vazo de zinco
aparando a goteira na varanda da viúva
enquanto Amanda beija-flor depois da chuva


na pedra do arpoador
o mar em êxtase beija meu calcanhar
 tão sagarana que te jogo ao mar
dos lençóis na minha cama


nossas palavras escorrem
pelo escorrer dos anos
estradas virtuais fossem algaravias
nosso desejo que não se concreta
e eu tenho a fome entre os dedos
a sede entre os dentes
e a língua na escrita
que ainda não fizemos
e o que brota desse amor latente
se o desejo é tua boca no lençol dos dias?

projeto foto poesia
FULINAÍMA MultiProjetos
Artur Gomes - poesia e fotografia
Hanna Mussi - fotografia e arte final
portalfulinaima@gmal.com

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