sexta-feira, 12 de agosto de 2011

federico baudelaire - urgente de brasília



federico baudelaire – Brasília Urgente – num encontro fascinante no plano piloto com Fred Maia, velho companheiro de militância poéticas políticas desde os tempos em que freqüentávamos a UBE em São Paulo ou encarávamos as edições do fanzine Urbana no Rio com o brother Samaral, ele me conta no Sabor Mineiro depois de um belo prato de feijão tropeiro o desbunde de Hayan Rubia na Biblioteca Nacional, quando foi proibida de inscrever seus poemas orais na Bienal de Poesia, por estarem gravados numa fita cassete.

Por outro lado Pastor de Andrade informa, ter encontrado indícios da passagem de Hayan, pela Oficina de Artes Cênicas da antiga Escola Técnica Federal de Campos, antes de se tornar Cefet, onde possivelmente ela teria tido um caso com o poeta dos Campos, o que Padre Olivácio  nega, mas os poemas da fita indicam que sim. Pare ele Hayan teria freqüentado o Bar da Ana em Goytacazes em cia de Mister Santiago, Tetê Peixoto e Alberto Freitas.

te amo por todos os vales e campos
nem espadas baionetas canhões fuzis
coronéis ou generais apagarão
a chama que arde neste mar
de carne e osso meu corpo
todo teu pagão que somos
e seremos ateus por deus e o diabo
fardas e coturnos
não impedirão meus passos
nem patas de cavalos
ou cavalarias mecanizadas
me prenderão por muito tempo
longe da tua boca endiabrada

hayan rubia
rio de janeiro/abril/1979

Por estar em fita cassete guardada por muito tempo, transcrever o que está contido nela é tarefa não muito fácil, mas que aos poucos Artur Gomes vai liberando para que alguma pista sobre esta poeta possa ser encontrada, e o último relato de sua filha nos leva a crer que ela esteja viva em algum canto deste país, e suas aparições repentinas, aqui em Brasília, em Bento Gonçalves, no Rio de Janeiro e em Campos dos Goytacazes, confirmam as nossas suspeitas.
Num vídeo que será postado aqui breve, Artur Gomes, conduz pelos corredores, alunos da Oficina de Fotografia do IFF – Campi Centro – Campos, em busca de Hayan.

Segundo Artur Gomes, esta fita é uma cópia da original que lhe foi passada por Samaral em 1991, e é o objeto concreto do seu estudo para tentar decifrar os enigmas do código secreto da poeta mineira. Fred Maia, se diz surpreso, pois tendo também militado poeticamente ao lado de Samaral, nunca antes havia tomado conhecimento desta fita. E lembra que esteve com Hayan no Rio por ocasião da campanha que fizemos com o Urbana, no início da década de 80 " Se Angra Explode, quem se Fode?".

Por telefone Ana Alice, volta a nos informar que em outubro de 2010, além de ter visto Hayan no Bar dois Coqueiros, a viu na praça da Igreja Redonda em Bento Gonçalves juntos aos poetas do Congresso Brasileiro de Poesia, dançando em volta da pitangueira, num culto indígena ao deus sol. Tentamos uma confirmação do Ademir Bacca, coordenador do Congresso, e ele informou que só tem registro dos poetas que se hospedam no hotel Vino Cap, mas como nesta época a cidade é invadida por petas do Chile, Uruguai, México e Argentina, pode ser que Hayan Rubia tendo vindo de um desses países tenha se hospedado em um outro hotel e não conte nos registros do Congresso.

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