segunda-feira, 25 de maio de 2009














































































Mostra de Curtas produzidos nas Oficinas Cine Vídeo Fotografia

O poeta é a antena da raça. A pimenta do Planeta. Não o Bobo da Corte. Como já dizia Galileu: Mamãe é Brega mas é Xique, e não gosta das drogas que andam sendo distribuídas nos jardins de goyta city. Ouvidos existem para serem preservados, e pés para pisarem calçadas sem buracos, ruas não precisam serpovoadas por crateras. eu tenho fome de terra e esse asfalto sob a sola dos meus pés agulha nos meus dedos. Mamãe é brega mas é Xique e está de olho nas obras sem licitação que a rosinha tenta empurrar nossas goelas abaixo. Deu na trolha eu penso que urgente podemos pensar em outras vias de acesso aos bens culturais a que todos nós temos direito. Presservar é preciso, a memória é mais do que necessária pra qualquer civilização, mas aqui além dos milhões que escorrem pelos esgotos, a memória também vai pro ralo.





















o poeta esfrangalha a bandeira
raia o sol marginal quarta feira
nesta porra estrangeira e azul
que há muito índio dizia:
meu coração marçal tupã
sangra tupi & rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbá
a veia de curumim
é coca cola & guaraná
ela tinha um jeito gal
fatal
vapor barato
toda vez que ne trepava
as unhas como um gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz
feito cigarra
cigana ébria vomitando doses
do seu canto
uma vez só subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos
na pele de incetos
praticando a luz incerta
no auge do apogeu
a morte
não é muito mais que um plug elétrico
um grito de guitarra
um centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha nacarne inicial
de quem morreu
?


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