Sexta-feira, 3 de Julho de 2009



Virada Cultural Solidária

Blog IN Rock, Blues, MPB, Reggae,Teatro, Poesia & Baratos Afins
Homenagem ao Avyador do Rock Luizz Ribeiro
Dia 12 julho, domingo, a partir das 15h
Dia 13 julho, segunda-feira, a partir das 20h
(Dia Internacional do Rock)
Local: Área atrás do Shopping Estrada
Será uma verdadeira maratona musical com a participação de diversas bandas e músicos da região. No local estará sendo comercializado os CDs da Banda Avyadores do Brazil, com renda destinada ao tratamento de saúde do músico Luiz Ribeiro.
Luizz Ribeiro por Luiz Ribeiro
- Sou músico, entre outras atividades e formação como a maioria dos brasileiros. Tive a honra de participar da formação lá nos anos 70 da primeira rock band da minha aldeia, a famigerada Lúcia Lúcifer em Campos dos Goytacazes, um lugar onde o esporte favorito é falar mal da mesma, e olha que não faltam motivos... No entanto é linda a visão da planície quando se volta pra casa (pergunte pra Alice ou pra Mary)... Falo porque gosto e assumo o suprassumo dessa bagunça organizada chamada rock'n'roll. O legal é que as coisas mudam sempre, e no começo, quando tocava guitarra, procurando bends de blues com fuzz-o, muitas pessoas diziam que não podia,era barulho-mau-gosto-antibrasileiro e alguns nomes feios. Hoje ganho um dinheirinho (papel pintado é reconhecimento) fazendo a mesma coisa... Creio que eu estava certo. Não acredito em música pela música, ela é um código de comunicação muito poderoso. Tem que ter atitude, sinceridade e não pode faltar coragem, porque há de se pagar o preço. Os "certinhos" que me perdoem ou não, mas tesão musical é fundamental!

Quem tem tesão não tem tédio, sexo diário é o melhor remédio, vamos partir pra cima senão a gente fica por baixo (Eliakin Rufino)

Nação Goytacá
http://goytacity.blogspot.com/
Associação dos Blogueiros Desocupados
http://associaodosblogueirosdesocupados.blogspot.com/

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009



para Eliakin Rufino
cocada agora
só se for de coco
paçoca de amendoin
cigarro só se for de palha
cacique só se for da mata

linguagem só tupiniquim
bala só se for de prata
água só se aguardente
tônica só se for com gin
estado só se for de surto
eleição só se for sem furto
brilho só no camarim

golaço só se for de letra
ronaldo só se for werneck
malandro só se mandarim
política só se for decente
partido só sem presidente
governo eu que mando em mim

batismo só se for de pia
congresso só de poesia
reinaldo pode ser valinho
ainda mais se for jardim

A Pedra

a pedra em seu silêncio
fala da vertigem
dentro da noite veloz
e da espécie que não dorme
mesmo quando o sono
lhe atravessa mesmo muda
sempre diz da cicatriz
na carne e sangra
a pedra chora a pedra fala
a pedra canta quando chove
e o seu amor aflora
na fenda que escapa
entre suas pálpebras
que são dois lhos d’água
nos olhos da manhã

rua riachuelo
fio
elétrico
parede
sem teto
esqueleto
buraco
do avesso
telha
traça
na praça
o oco
que espelha
o endereço

Jura Secreta 41

porque te amo
e amor não tem pele
nome ou sobrenome
não adianta chamar
que ele não vem quando se quer
porque tem seus próprios códigos
e segredos

mas não tenha medo
pode sangrar pode doer
e ferir fundo
mas é razão
de estar no mundo
nem que seja por segundo
por um beijo
mesmo breve
porque te amo
no sol no sal no mar na neve

Artur Gomes
http://youtube.com/fulinaima

Profanalha Nu Rio

a flecha de são sebastião
como ogum de pênis/faca
perfura o corpo da glória
das entranhas ao coração

do catete ao largo do machado
onde aqui afora me ardo
como bardo do caos urbano
na velha aldeia carioca

sem nenhuma palavra bíblica
e muito menos avária

: orgasmo é falo no centro
lá dentro da candelária

Artur Gomes

Terça-feira, 23 de Junho de 2009










Riverdies Hoje No Teatro Odisséia
Dia 23 junho 20:00h
Rua Mem de Sá – Lapa – Rio de Janeiro

Alex Melch – vocal
Fil Buc – guitarra
Leo Graterol – guitarra
Gui Farizelli – baixo
Vítor - batera

Riverdies – Still Remans
http://www.youtube.com/watch?v=3k0FRyoPoKo&feature=channel_page




PátriA(r)mada

só me queira assim caçado
mestiço vadio latino
leão feroz cão danado
perturbando o teu destino

só me queira enfeitiçado
veloz macio felino
em pêlo nu depravado
em tua cama sol a pino

só me queira encapetado
profanando àqueles hinos
malandro moleque safado
depravando os teus meninos

só me queira desalmado
cão algoz e assassino
duplamente descarado
quando escrevo e não assino

Artur Gomes
http://goytacity.blogspot.com/
Mamãe é Brega Mas é Xique
http://mamabrega.blogspot.com/




Sexta-feira, 19 de Junho de 2009



Mataram a Poesia Artur
Gomes Jura Que Não Foi ele

Um poema zil
ma
ma
a floresta
rala
as araras
raras
os papagaios
nada
quero descobrir a nova fala dentro das penas de um bem-te-vi
dentro
dentro as escamas de um peixe espada
no cio das onças tigres lontras javalis e leopardos
quero minha nova fala ma ma mata a dentro
mesmo quando urbano sempre urbano entro
em cada carne em cada pedra onde subo pau a pique
Nick
a pedra é rock
a pedra é toque
a pedra é barro duro
e triturada é pó
faz tempo muito tempo
que não ouço
joão Gilberto
e ando tão desafinado
que o dente lambe a fala
e escava a lavra nova
faz tempo muito tempo
que não falo ave palavra
ave profana
ave cio
que não vejo o arrepio
de um pássaro selvagem
logo pós o pós mergulho
em algum canto
do rio
essa selva estraçalhada
faz tempo muito tempo
que não vejo
em mim cidade
goytacazes
goyta city
que não vejo em alvoroço
alegria quando festa
quando farra fausto
sol de verão
poesia e primavera
tudo o que ja foi
já era
mesmo o hoje
uma quimera
uma espera
insana e falsa
de um presente
que não vem
de um futuro absinto
mas que saber o que sinto
nada sinto
sinto muito
quer dizer
eu muito minto
minto muito
tudo é pouco
e o buraco
quando esgoto
na urbanidade do que falo
com os dentes na ferida
aqui tem tudo
falta vida
e a poesia foi vendida
e o poema
foi pro ralo

Artur Gomes
http://goytacity.blogspot.com


Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

gisele: a faca em tua pele

teu corpo
debaixo dos lençóis de seda
uma noite bêbada de sono

como um cão sem dono
a latir no quarto
em tua boca
uma palavra muda

o gozo reprimido
nos teus olhos sol e mar
e tua flor
querendo explodir

o cordão umbilical
no umbigo por um fio
querendo desatar

artur gomes
http://federicobaudelaire.blogspot.com

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009






Mataram a Poesia :
Artur Gumes jura que não foi ele

um tiro na cabeça
duas facadas
na bocado estômago
dois tiros no pé
quatro tiros no peito
e sete nos braços
mataram
com um balaço
esquartejaram o esqueleto
no verso
do obscuro
como se ainda vivêssemos
terríveis anos de chumbo
e levaram
o bumbo pra praça
tambores chocalhos cornetas
os bobos da corte
coitados
inocentes palhaços
sem graça
apenas sorriso amarelo
diante a foice o martelo
pra obediênciada rainha
do império do faz de conta
nos jardins do mal me quer
que não sabem quem foi paulo leminski
nem nunca leram charles baudelaire

federico DuBoi
http://carnavalhagumes.blogspot.com/

As flores do mal
Charles Baudelaire
A QUE ESTÁ SEMPRE ALEGRE
Teu ar, teu gesto, tua fronte
São belos qual bela paisagem;
O riso brinca em tua imagem
Qual vento fresco no horizonte.
A mágoa que te roça os passos
Sucumbe à tua mocidade,
À tua flama, à claridade
Dos teus ombros e dos teus braços.
As fulgurantes, vivas cores
De tua vestes indiscretas
Lançam no espírito dos poetas
A imagem de um balé de flores.
Tais vestes loucas são o emblema
De teu espírito travesso;
Ó louca por quem enlouqueço,
Te odeio e te amo, eis meu dilema!
Certa vez, num belo jardim,
Ao arrastar minha atonia,
Senti, como cruel ironia,
O sol erguer-se contra mim;
E humilhado pela beleza
Da primavera ébria de cor,
Ali castiguei numa flor
A insolência da Natureza.
Assim eu quisera uma noite,
Quando a hora da volúpia soa,
Às frondes de tua pessoa
Subir, tendo à mão um açoite,
Punir-te a carne embevecida,
Magoar o teu peito perdoado
E abrir em teu flanco assustado
Uma larga e funda ferida,
E, como êxtase supremo,
Por entre esses lábios frementes,
Mais deslumbrantes, mais ridentes,
Infundir-te, irmã, meu veneno!

EMBRIAGUEM-SE
É preciso estar sempre embriagado.
Aí está: eis a única questão.
Para não sentirem o fardo horrível do Tempo
que verga e inclina para a terra,
é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio,
sobre a relva verde de um fosso,
na solidão morna do quarto,
a embriaguez diminuir ou desaparecer
quando você acordar,
pergunte ao vento, à vaga, à estrela,
ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui,
a tudo que geme, a tudo que gira,
a tudo que canta, a tudo que fala,
pergunte que horas são;
e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão:
"É hora de embriagar-se!
Para não serem os escravos martirizados do Tempo,
embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso".
Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
O CONVITE À VIAGEM
Minha doce irmã, Pensa na manhã
Em que iremos, numa viagem, Amar a valer, Amar e morrer
No país que é a tua imagem! Os sóis orvalhados
Desses céus nublados
Para mim guardam o encanto Misterioso e cruel
Desse olhar infiel
Brilhando através do pranto.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Os móveis polidos, Pelos tempos idos,
Decorariam o ambiente; As mais raras flores
Misturando odores
A um âmbar fluido e envolvente,
Tetos inauditos, Cristais infinitos,
Toda uma pompa oriental, Tudo aí à alma
Falaria em calma
Seu doce idioma natal.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Vê sobre os canais Dormir junto aos cais
Barcos de humor vagabundo;
É para atender Teu menor prazer
Que eles vêm do fim do mundo. —
Os sangüíneos poentes Banham as vertentes,
Os canis, toda a cidade, E em seu ouro os tece;
O mundo adormece
Na tépida luz que o invade.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009



Nação Goytacá

As inscrições para o Concurso de Criação da Assinatura Visual da ONG Nação Goytacá – Associação de Arte e Cultura Esporte e Lazer, estarão abertas a partir do dia 3/6 até o dia 20/6. Regulamento e ficha de inscrição no blog http://goytacity.blogspot.com/

veja vídeo com a canção Nó do Tempo, de Cris Dalana http://www.youtube.com/watch?v=I3Kk-BKEDp4&feature=channel_page

May interpreta Artur Gomes
http://www.youtube.com/watch?v=IN4fknUxiwM&feature=channel_page

bolero blue

beber desse conhac
em tua boca
para matar a febre
nas entranhas entredentes
indecente
é a forma que te como
bebo ou calo
e se não falo
quando quero
na balada ou no bolero
não é por falta de desejo
é
que a fome desse beijo
furta qualquer outra
palavra presa
como caça indefesa
dentro da carne
que não sai

Artur Gomes
Fulinaímaproduções:
http://youtube.com/fulinaima